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Os efeitos do castigo físico e humilhante não podem ser generalizados para todas as crianças, pois dependem da experiência de vida de cada

A prática do castigo físico afeta a relação de respeito mútuo entre a família

Durante o I Simpósio Nacional de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes – pelo fim dos castigos físicos e humilhantes, realizado em dezembro de 2009, pela Rede Não Bata Eduque, María Luz Gutierrez, que representou a Fundação Paniamor – organização da sociedade civil de Costa Rica que impulsionou a discussão do tema naquele país, compartilhou a seguinte informação:

O processo de discussão e aprovação do projeto de lei que proíbe os castigos corporais e humilhantes contra crianças em Costa Rica teve sua argumentação baseada em algumas premissas:

- uma das implicações do castigo físico na formação das crianças é a falência da organização democrática da família;

- a prática do castigo físico afeta a relação de respeito mútuo entre a família;

- o efeito do castigo físico não forma caráter e nem garante disciplina;

- lugares onde impera a violência abrem as portas para outros tipos de violência, incluindo a violência de gênero;

- dar um passo na direção da erradicação dos castigos físicos dentro da família significa dar um passo em direção a paz social.

Costa Rica, Uruguai e Venezuela são os países da América Latina que têm leis que proíbe os castigos corporais e humilhantes contra crianças.


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