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09/09/2008
Vida escolar é prejudicada por violência em casa.
Um "simples" beliscão, uma palmada ou um tapinha pode atrapalhar muito o aprendizado da criança dentro da sala de aula.
Criança que apanha não dispõe de um clima propício para a aprendizagem, garante a pedagoga Amália Barreto Lima Mesquita, técnica de Educação da Célula de Projetos Juvenis (Cejuv), da Secretaria da Educação Básica do Estado do Ceará (Seduc). Com o objetivo de treinar os profissionais ligados à educação para identificar e denunciar situações de violência doméstica, a Seduc, em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC), iniciou o Projeto Escola que Protege, promovido pelo Ministério da Educação (MEC).
A iniciativa deverá capacitar cerca de 700 técnicos, gestores e professores das redes estadual e municipal de educação. Estudo divulgado pelo Instituto de Prevenção à Desnutrição e Excepcionalidade (Iprede) revela que 12% das 908 mães entrevistadas pela entidade utilizam a violência como método educativo. Nessa definição estão ações como sacudir, esganar, sufocar, queimar, espancar e até ameaçar o filho com faca ou revólver. Em relação à violência não-grave, a pesquisa revelou que 98,1% das mulheres dão palmadas nas nádegas e batem com objetos, puxam a orelha, o cabelo, dão beliscões, croques na cabeça, tapas na cara ou atrás da cabeça.
A coordenadora pedagógica da Escola Matias Beck, no Mucuripe (CE), Francisca Costa de Andrade, afirma que os estudantes agredidos no lar são apáticos às atividades escolares.
[Diário do Nordeste – 09/09/2008]
Redação: Hermes Pena (pauta@andi.org.br)
Edição: Ana Flávia Flôres (pauta@andi.org.br)
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